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XXII - APÊNDICE

HOMENAGEM QUE PRESTO A VOCÊ, MAMÃE

  Mamãe, você é a força motriz da minha vida, a pessoa mais importante e muito especial para mim. Por isso hoje, você, será minha convidada de honra para ocupar o patamar mais alto desta história. Muitas vezes falei de você, mas de maneira simples, em linhas esparsas, e mal escritas.
  Falei de você sim, mas em rápidas pinceladas, desenhei sua figura quase apagada. Você foi durante sua vida uma mulher exemplar, sempre irradiando alegria de viver e uma invejável simpatia. Você, esteve e está sempre presente em meus pensamentos, sempre sorrindo e sua imagem irradiante. Você, mamãe, que teve uma vida dura e muito difícil, cheia de vivências sofridas, de renúncias que nunca puderam ser contadas. Afinal de contas, quem foi você, mamãe?
  Você foi a ligação, o elo que uniu seus filhos. Você, mamãe, esteve sempre presente, sempre cheia de fé, de esperança e de exemplos plenos de vida. Você foi a pessoa mais querida em minha vida. Foi também o ponto de meu apoio em todos os meus momentos de infortúnio com que passei e de dor que senti. O Senhor a levou, deixaste-me aqui sozinho, você, não poderia ter partido, embora saiba que foi somente de corpo, pois em espírito ainda permanece aqui junto a mim.
  Com você, mamãe, aprendi que as ligações feitas com amor são eternas. Por esse motivo acredito em sua presença. Por isso eu confesso, mamãe, que, nesta minha história, eu falei de coisas, de lugares, de épocas, de pessoas, também falei muito de mim. Falei de todos nós, de tanta gente querida, mas não falei da pessoinha mais importante desse mundo que é você, mamãe. Nunca me senti tão inibido, como em falar de você agora, mamãe.
  Como é difícil falar das coisas de quem a gente gosta, principalmente de você, mamãe, a quem eu amo muito. Não quero esquecer das coisas mais significativas de nossas vidas, dos acontecimentos mais fantásticos. Mas, também não quero levar ao cúmulo do exagero a sua personalidade aqui retratada. Porém tudo aquilo que eu pude contar de você, mamãe, ainda seria muito pouco do muito que para mim você significou.
  Eu, que a vi sempre sorrindo, de olhar meigo e fascinante, cheia de esperança, sempre dando graças, jamais poderia imaginar que você foi uma mulher tão forte assim. Corajosa e lutadora. Não, mamãe; hoje falarei não das coisas que tanto a magoaram. Bem sei que elas a machucaram muito e eu não tenho o direito de trazer à tona as marcas de seu sofrimento, da dor que você carregou durante toda a sua vida.
  Vou falar somente de você, mamãe, da mulher, da mãe e do ser humano que sempre foi, minha doce mamãezinha. Personalíssima, de uma força de vontade indomável, você é hoje um mito em minhas lembranças, a pessoa mais querida de meu coração, por quê? Por que foi dócil, humilde, paciente e perseverante? Nada disso, mamãe, você foi todas essas coisas juntas e ainda acrescentou a elas uma franqueza, às vezes, quase rude. Você não suportava a mentira, não admitia a maldade, nem as injustiças, principalmente das pessoas que conviviam conosco. Seja lá quem foi, transmitiu a mim, a certeza de que devo lutar. Deu-me a convicção de que Deus nos dá força e que nunca nos devemos acovardar ante nossos inimigos, ou nossos problemas. Com você, mamãe, eu aprendi que o amor aproxima as pessoas, abre-nos à compreensão para outras parcelas da verdade, desenvolve nossos sentimentos e ilumina nossa inteligência.
  Você possuiu, afora muitas outras coisas, o espírito de entrega, de dar e de sacrifício. Foi capaz de renunciar a um mundo de coisas de que tanto gostava, às horas de sono, em meu benefício. Foi uma das existências mais sofridas que eu já conheci até hoje e, no entanto, jamais deixou transparecer em seu semblante, sinais de revolta ou queixas de cansaço, quando poderia tê-los de sobra. Sua crença em Deus nunca permitiu retroceder. Este é o legado de fé, de humildade e de esperança, que você, mamãe, sempre procurou incutir em mim. As amizades granjeadas ao longo da sua existência, fundadas em um profundo sentimento de amor são eternas. Você a mim as transmitiu por herança e não há como se dissolver pela eternidade laços tão fortes assim.
  Mamãe, muitas vezes eu a vi chorando, mas eu era muito pequenino para entender dessas coisas. Quando cresci e tornei-me adulto, fui também, tenho certeza disso, muitas e muitas vezes a causa de suas lágrimas e do seu sofrimento. Você usou sempre as armas da ternura para reduzir meus sofrimentos. Seu modo de vida, a maneira de encarar as coisas, muito me ajudou a vencer os conflitos que surgiram durante a minha vida e que não foram poucos por esse mundo de Deus. Sem fé, você dizia, sem amor, sem perdão, sem caridade, seremos eternos peregrinos em busca de uma felicidade que jamais será alcançada.
  Você que me embalou nos primeiros anos da minha existência e continuou me embalando até os seus últimos dias, ecoando em conselhos e mensagens de sabedoria maternal, para encher de ternura minha vida, para cumprir sua missão de mãe-exemplar, eu somente posso dizer, que a amei muito. Mamãe querida, receba lá dentro de seu coração toda a gratidão que nele caiba, como parcela mínima do muito que devo a você. Você foi o acalanto suave de meus instantes de amargura e o seu olhar, doce e contemplativo, foi o farol seguro a guiar os meus passos pelo caminho do bem, da honestidade e do amor.
  Quando fui embora de casa, na minha mais tenra idade, sua lembrança me dava forças para lutar e, encoraja-me viver. Sempre senti em meus ouvidos você sussurrando bem baixinho para não "esmorecer e nem fraquejar". Mamãe, você fazia questão de me lembrar todos os dias do cerne de onde vim. Você queria tanto, tenho certeza disso, que eu tinha que vencer e demonstrar a coragem de enfrentar o mundo. Você incutiu em mim uma força que até eu mesmo desconhecia. Depois, mesmo admitindo que estivesse errado, eu tinha boas razões para lutar. Você não merecia aquele sofrimento e aquela dor.
  Sabe, mamãe, eu passei por muitas privações e necessidades, quando fugi de casa. Passei fome, passei frio, fui humilhado, ouvi desaforos, fui preterido pela minha ingenuidade e por ser uma criança. Mas por você, mamãe, eu superei todas as dificuldades que a vida me impôs. Tive muita coragem; lutei da maneira que você ensinou. Meus desafios eu fui vencendo, um a um... E os venci, por você, MAMÃE. E, assim, sigo o meu caminho, espelhado em seus ensinamentos, em sua generosidade e continuo vivendo com você junto a mim, até nos encontrarmos definitivamente junto ao Senhor. Obrigado, mamãe.

Eitor Martins

A DOR DA SEPARAÇÃO

  Pai, eu estive pensando muito sobre tudo o que aconteceu e está acontecendo. Tenho tanto para lhe falar, mas é tão difícil falar de sentimentos tão íntimos. Por este motivo resolvi lhe escrever; quero demonstrar para você todo o meu sentimento, quero que você me conheça verdadeiramente.
  Há alguns anos atrás, eu descobri que você era humano. Pode parecer engraçado ou até mesmo estranho, mas é verdade; descobri que você não era mais um super-herói infalível. Naquele momento, meu mundo desmoronou. Eu achava que todo mundo podia errar, menos você. Papai, vamos entrar em um mundo da fantasia, no meu mundo infantil.
  Você infalível, que ama a mamãe, ama seus filhos, somente nós. Para mim tinha que ser assim; nada poderia ser diferente; não podia; eu tinha que lutar para que minha fantasia fosse restaurada. Nisso tudo, entra outra mulher na sua vida; que desesperador, meu pai tinha outra mulher! Ela era o símbolo, a ruptura do meu mundo encantado. Para mim, naquele momento, se ela não existisse você continuaria a ser meu pai encantado, como se nada tivesse acontecido.
  Voltou também a sensação de rejeição que o meu namorado me fez sentir. Ele havia me trocado por outra mulher, agora era você, papai! Com todos esses sentimentos, eu comecei a agredi-lo e a todos; você tinha que ser somente meu pai, nunca lhe dei espaço para ser homem. Papai, hoje eu sei que você foi o mais agredido.
  Agredindo você, eu estava tentando lhe dizer que eu estava com medo de perder o seu amor, de perder você. Sei que eu o feri muito. Espero do fundo do meu coração que você me perdoe. Papai, eu sei que tenho um gênio horrível, por favor, mesmo eu brigando com você, saiba que eu o respeito muito, e tudo o que você fala tem muito peso em minhas decisões e posições.
  Papai, hoje eu posso aceitá-lo como realmente você é: humano. Hoje, eu o aceito e o amo da maneira que você é, sem fantasias. Você para mim sempre foi e sei que continuará sendo o melhor pai do mundo. Hoje, tenho certeza que seu amor é algo que nunca vou perder. Tenha você também à certeza de que o amor que sinto por você é para sempre. Tudo o que você disser, fizer ou decidir, para mim terá toda a aceitação e respeito.
  Se você decidiu não viver mais com a mamãe e conosco, vou sentir muito a sua falta, mas saiba que vou saber entender. Pai, eu quero conhecê-lo, quero que me conheça. Não importa sua decisão, quero estar e ficar mais próximo de você.
  Perdoe-me se eu o magoei; perdoe-me por tudo que eu o fiz sofrer, mas lembre-se sempre de que eu também sou humana. Quero que se sinta beijado e abraçado por mim. Finalmente desejo a você que seja feliz, muito feliz. Te amo, amo-o muito.

Fernanda Martins Alcântara

MINHA FILHA - MINHA NETINHA

  Minha filha, você pediu ao Pai Celestial que lhe desse uma filhinha. Você orou e, em nome Dele, pediu a bênção para tê-la. Eu acredito que o bom Pai achava que você ainda não estava pronta para ser mãe. Mas Ele resolveu testá-la. Você teve uma gravidez difícil, o nenê não estava bem. Souberam que seu bebê tinha uma doença genética. Ouviram o mesmo veredicto de outros médicos de que a chance da criança nascer viva era pequena e, se nascesse viva, morreria logo.
  Os exames foram intensificados e mais detalhados, até o diagnóstico: síndrome de Edwards. O obstetra sugeriu uma micro-cesariana. Na hora, você disse não. Depois, ainda argumentou "para mim não havia diferença entre micro-cesárea e um aborto". Você não poderia abdicar da dádiva recebida do Senhor. Sua fé inabalável, respondeu por você: "Deus atendeu ao meu pedido e deu-me a graça de ser mãe, gostaria muito que o bebê fosse perfeita, mas se essa é a Sua vontade, eu aceito com resignação e ninguém vai tirá-la de mim". Um dia, um anjinho desceu do céu e encarnou em minha netinha Ana Clara. Ela era a graça (d'Ele), nasceu do seu ventre e a princípio, quase perfeita.
  Durante dois meses, só puderam ver sua filhinha, uma hora e meia, diária. Você perguntava sempre para sua médica como está minha filhinha hoje? Ela respondia "Está bem hoje". Como será o dia dela amanhã? Ela não saberia como dizer. Sua pediatra ensinou, "Viva um dia de cada vez". Nesse espaço de tempo, você lutou e foi vencendo todas as etapas, bem como Clarinha, sua herança genética também lutava, vencendo uma a uma as barreiras da sobrevivência.
  Você foi obrigada a abandonar seu emprego público, para ficar vinte quatro horas, disponível para cuidar de sua filhinha. Você abdicou também de todos seus compromissos, inclusive o social e dedicou à Clarinha todo o seu tempo disponível, juntamente com Toni, seu marido que a apoiou em todos os momentos.
  Clarinha viveu quase dois anos. Para ser preciso, foram 722 dias. Você deu a ela, nesse espaço de tempo, todo o carinho desse mundo e a amou segundo a segundo, todos os dias da vida dela.
  O Senhor não deu a Clarinha para vocês, aquela jóia, aquele anjinho era d'Ele. Ele a emprestou para você por um tempo. Vencido o tempo, Nosso Pai Celestial a levou de volta. Era o fim e o inicio de um novo começo. Filha, eu descobri que estava errado. Deus enviou um anjinho aqui na terra para cumprir uma missão. Depois de cumprida essa missão, o anjinho retornou para junto do seu Criador. Descobri a duras penas ao longo desses dias, que Ele não estava testando você. Como testar alguém que Ele conhecia tão bem? Conhecia sua dedicação, sua força, Ele sabia a dor que você era capaz de suportar.
  Não, minha filha, não era você que Ele estava testando. Ele conhecia sua fé inabalável, sua determinação e seu amor por Ele. Sabia que você jamais o desapontaria, portanto tenho certeza que não era você que Ele buscava. Era a mim que Ele buscava e buscava também todos nós e é a nós que Ele estava testando. Clarinha foi o meio; abriu-nos o coração; ensinou-nos a amar e aceitar com dignidade e humildade aquilo que recebemos do Senhor. Filha, você foi uma mãe maravilhosa e digna. O sorriso estampado no rostinho de minha netinha demonstrava o carinho e o amor que recebeu de você. Ela cumpriu o objetivo a que veio, e Ele a levou depois de cumprida a sua missão entre nós.
  Você surpreendeu a mim e a todos nós. Deus a abençoe. Guardo comigo sua mensagem de despedida. E, dela, o seu sorriso. Finalmente, eu quero lhe dizer, minha filha, não é verdade que ela se foi, ela somente não está mais à nossa vista, mas ela continua linda como era, quando estava perto de nós. E naquele exato momento em que nós estávamos dizendo "ela se foi", lá no céu, há outros olhos vendo-a aproximar-se e outras vozes estarão exclamando com jubilo: "Ela está chegando!" Portanto, minha filha, nunca será um adeus. Será apenas um até breve.

Vovô Eitor

Continua o Capitulo XXII ...


 
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