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XIII - RELATOS DE UMA VIAGEM
Uma surpresa na cidade do Porto

  Quando visitei Portugal, em outubro de 2006, logo nos primeiros dias fui com meu primo Francisco conhecer a cidade do Porto. Naquela cidade turística estão instalados os depósitos dos melhores vinhos produzidos em Portugal, que podem ser visitados e degustados na fonte, inclusive é lá que os compradores do mundo inteiro fazem suas compras, depois de conhecerem os produtores e degustar seus produtos.
  No depósito, existe um salão onde são expostos seus produtos e, nesse salão, reúnem-se os grupos por idioma; servem-se os visitantes e faz-se um histórico do produto, do produtor, da origem e do cultivo da uva. Lá eu tive uma inacreditável surpresa. Eu e meu primo Francisco estávamos num daqueles depósitos, uma adega de vinho. Estávamos sentados, degustando e apreciando os vinhos daquela empresa, quando chegou um grupo de turistas brasileiros, que se acomodou em uma mesa ao nosso lado, o grupo de língua portuguesa.
  Depois de acomodados, uma senhora, aproximadamente da minha idade começou a me olhar diretamente. Devido à insistência daquele olhar, comecei a me sentir incomodado e meu primo fazia chacota, afirmando e perguntando ao mesmo tempo, "Não é que ela é uma bonita coroa, etc.? Ela não cansava de me olhar e cochichava com suas colegas.   Quando nos levantamos para conhecer a adega, aquela senhora, que estava na companhia de seu filho, aproximou-se e me perguntou: "Se eu já tinha morado em São Paulo". Respondi que sim e ela retrucou: "Não foi em uma pensão no Itaim-Bibi?" Surpreso respondi que sim, e em continuação, disse o nome da rua onde eu morava: No início da Rua Joaquim Floriano.
  Fiquei perplexo quando ela me contou. "Meu nome é Arminda, eu morava em frente à pensão onde o senhor morava em São Paulo, meus pais eram donos da Padaria Luzitana, que ficava na esquina". Eu não me lembrei dela, mas da padaria sim, pois era um freqüentador assíduo do bar e da padaria de seu pai. Lá, era o ponto de encontro com meus amigos e nos finais de semana fazíamos "roda de samba" até tarde. Fiquei mais surpreso ainda, quando ela se revelou dizendo... que me paquerava... Disse ainda que ficava no portão de sua casa esperando o meu regresso do trabalho e, nos finais de semana, ela ia até à padaria do pai, na esperança de me encontrar. Disse-me mais, que ela era muito tímida e que variadas vezes serviu-me na padaria, mas nunca teve coragem de demonstrar seu sentimento.
  Finalmente ela concluiu, "Às vezes você me olhava, até sorria e eu morria de paixão. Com medo de meus pais por ser ainda muito jovem, escondia aquele sentimento, mas dizia para mim mesma, qualquer dia destes eu me revelo para ele. Pode esperar. Só que depois você mudou e nunca mais eu o vi. Na pensão me disseram que você voltou para o interior. Nunca mais soube de você."
  Respondi que foi uma pena eu não ter percebido. Talvez nossas vidas com certeza, poderiam ter sido diferentes. Contei que depois de algum tempo voltei para minha terra natal, Ourinhos, e não voltei mais para aquele bairro. Depois, conversamos muito, ela me contou que se casou com um português amigo da família e que também tinha uma padaria. Eles ficaram muito ricos, donos de várias padarias em São Paulo. Eu também falei de mim e de minha família.
  Ela disse que estava viúva há algum tempo e que estava fazendo turismo em seu país de origem. Disse que visitou seus parentes na Ilha da Madeira, sua terra natal, e estava retornando do passeio.
  Foi um agradável e inacreditável encontro, mas muito interessante. Tiramos várias fotos para registrar o encontro. Dei a ela meu cartão e convidei-a a visitar Ourinhos e conhecer minha família. Naquele dia, nós ainda nos encontramos em outros pontos turísticos e adegas. Só por lembrete: Seu filho me olhava como um "dog pittbull..."

Meu amigo Xoán

  Quando viajei para Espanha, em novembro de 2006, conheci Xoán Martinez Tamuxe. Ele nasceu no Rosal em 1930, é primo em segundo grau de Benito, que também nasceu no Rosal. O Sr. Jesus, pai de Xoán é primo em primeiro grau de Pelegrina, mãe de Benito. Xoán Martinez Tamuxe, filho de Jesus e Felicidade, neto pelo lado paterno de João Batista e Maria Martinez. Casado com Herundina Barbosa López, tem quatro filhos: Juan Ramón, Ruth Maria, Gustavo José e Generoso.

Um e-mail que recebi

Prezado Dr. Eitor Martins...
  Hoje eu tive uma agradável surpresa. Brincando na internet, coloquei o nome de meu pai Manoel Martins Dorna, para uma simples pesquisa e acabei entrando no seu livro, na internet. Jamais poderia imaginar que isso pudesse acontecer. Surpreso com o que acabo de ler sobre a sua história, resolvi lhe escrever.
  No texto abaixo fala de um imigrante espanhol de nome MANOEL MARTINS DORNA. Logo no início do seu livro, (...), diz o seguinte:
  Cinqüenta anos depois a família se reencontra. Passados quase 50 anos, mais precisamente em 22.07.1966, papai recebeu uma carta de um espanhol radicado em São Paulo, residente no bairro do Tucuruvi, de nome Manoel Martins Dorna. Na carta, aquele senhor contava que ele tinha parentes na Espanha. A carta assim dizia, resumidamente: "Tendo recebido carta da Espanha, de nossos parentes, Sr. Benito Martinez Goce e nela o pedido de localizá-lo, com o respectivo endereço, ele escreveu e não obteve resposta tomo a liberdade de escrever-lhe a fim de comunicar-se comigo e podermos assim satisfazê-los em seu desejo". O Sr. Benito escreveu para Manoel contando que tinha um tio no Brasil, mais precisamente na cidade de Ourinhos. Ele contava em sua cartinha, enviada para Manoel, que já havia escrito para esse tio em Ourinhos, mas nunca obteve resposta (papai disse que nunca recebeu carta da Espanha ou Portugal, com certeza ela deveria ter-se extraviado).
  Inacreditavelmente trata-se de meu digníssimo e amado pai que já faleceu, deixando muitas saudades e muitos exemplos de dignidade como homem, pai, empresário e mestre na arte de viver.
  Sua vida foi pautada em trabalhar para o próximo sem sequer pensar no seu bem estar. Em breve uma praça de São Paulo estará recebendo seu nome, a pedido de amigos e clientes que ele deixou. Trabalhou muito na lavoura até os 30 anos, conseguiu estudar por correspondência e após foi funcionário ARMANDO CARROMEU, da cidade de Presidente Prudente.
Quando veio para São Paulo, já casado e com filhos, montou seu negócio de secos e molhados, depois em 1964 passou para o ramo imobiliário cuja empresa existe até hoje e leva seu nome. Deixou seus filhos formados e bens instruídos, inclusive que vos escreve, formado em direito em 1989, com especialização em direito imobiliário.
Sou a prova viva, de parte de sua história. Li as cartas e também visitei o Benito na Espanha, onde fui muito bem acolhido por oito dias. Quando fala da passagem do Benito por sua cidade, fui eu quem o levou até aí, cidade que conheço bem, pois viajei muito todo o Estado de São Paulo.
  Manoel Martins Rios (meu avô), veio para o Brasil trazendo a família e foi para sua região, onde permaneceu por muitos anos sem sequer saber desse feito. Não há relação de parentesco entre nós, mas há uma origem em comum.
Permanecem na região meus primos os quais não tenho qualquer direcionamento. Surpreso mais muito feliz por saber de mais um ato praticado pelo meu genitor, parte de uma história de vida. Tenham um excelente Natal e um futuro de paz e felicidades. MANOEL MARTINS DA SILVA - IMÓVEIS DORNA LTDA. - SÃO PAULO - dez/2007.
  Manoel Martins Dorna. Manoel nasceu em 14.10.1912 e faleceu no Brasil em 13.06.1995. Na Província de Pontevedra, ao norte da Espanha, um bebê que foi registrado no Brasil como Manoel Martins Dorna, filho de Manoel Martinez Rios e Maria Martinez Rios. Dezoito meses após, a família já estava desembarcando no Porto de Santos, trazendo também o filho Julio, todos foram encaminhados para a Casa do Imigrante e posteriormente para o interior do Estado de São Paulo, em uma fazenda na cidade de Piquerobi e em seguida para Presidente Wenceslau.
  Manoel além de trabalhar na roça, estudou por correspondência e adquiriu conhecimentos em contabilidade, passando a trabalhar para um comerciante de nome Armando Corromeu, o qual manteve contato por muitos anos, tendo inclusive visitado-o após muitos anos em Presidente Prudente. Pois Bem, voltando ao Senhor Manoel, após casado e já com o filho Abelardo, ficou doente do pulmão e após 1943 foi obrigado a sair de Presidente Wenceslau e partiu em direção à Capital deste maravilhoso Estado de São Paulo.
Permaneceu em Wenceslau apenas Julio, falecido com 32 anos, irmão mais velho de Manoel, e que foi casado com Lídia Carlini Di Elio, deixando três filhos, Antônio Martins Dorna, e Manoel Martins Dorna (mesmo nome do papai) e outro que não sabemos o nome, sem que se tenha qualquer paradeiro do mesmo.
  A família instalou-se em São Paulo e Manoel, já casado com Joana da Silva Martins, natural de Campos Novos, tiveram dez filhos, sendo quatro já falecidos. Seis ainda estão vivos e são eles: Abelardo, Adelaide, Adélia, Manoel e José, também casados e com filhos. Apenas o mais velho nasceu em Wenceslau. Nenhum leva o sobrenome Dorna, apenas o bisneto, neto deste que vos escreve, chama-se Thiago.
  Em 10 de agosto de 1981 afastou-se de tudo, mesmo contra sua vontade, mas continuou a acompanhar e orientar a todos os que tinham dificuldades. Já em 1982 aceitou o convite do BENITO para rever seus parentes na Espanha e passear um pouco. Em seguida o Benito e sua esposa Vicenta retribuíram a visita, passando uns dias no Brasil, época em que esteve em Ourinhos na casa de parentes, levados por este subscritor.
A repercussão deste e-mail foi-me bastante satisfatória, pois, além de corroborar com aquilo que relatei na primeira edição desta obra, as informações oferecidas por Manoel Martins da Silva, em sua mensagem, proporcionou uma ampliação nos meus conhecimentos.

Capitulo XIX ...

Eitor Martins

 

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