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Imóveis em Ourinhos e região

 

XVI - ITINERÁRIOS: A CIDADE ACIMA DA LINHA

Caminhando pela nossa Ourinhos nos anos 30, até os nossos dias.
Obs: os nomes em negrito são referências iniciais do nosso passeio

Na década de 1940, Ourinhos aproximava-se dos 15.000 habitantes.

  A velha Matriz.O Largo do Jardim, assim conhecido antigamente, é a nossa atual Praça Mello Peixoto. Começando pela referência principal da praça: a velha Igreja Matríz, com sua torre única, dominando a paisagem do Largo do Jardim, impiedosamente demolida nos anos 50, cedeu lugar ao prédio da Telesp, atual Telefônica, que quebrou o encanto do velho largo. Ao lado da igreja, seguindo para a Rua Paraná, estava a pensão de D. Isaltina, casada com o Sr. Zequinha de Almeida, pais de Dirce, Diva e Ana Dora. O Sr. Zequinha era irmão de D. Adelaide, mãe do dentista Olavo e do Mário, professor. Na frente ao prédio, funcionava o salão de barbeiro do Sr. Daniel Leirião. Ali, trabalhavam os irmãos Isaac e Joaquim Benato, este, pai de Gildo e Leônidas, excelente goleiro do Esporte Clube Operário.
  Altamiro Pinheiro. Na esquina da Rua Paraná, estava o prédio do Banco Comercial de São Paulo, cujo gerente era o Sr. Altamiro Pinheiro, casado com D. Angelina Vita, e pais do Araquém. O Sr. Pinheiro era bom contador de "causos", jogador de truco e torcedor do Operário. No local, hoje, está a loja das Casas Pernambucanas. Depois de algum tempo, o Sr. Altamiro foi transferido como gerente, para agência da cidade de Piraju, onde tempos depois se aposentou.
  João e Julio Zaki.Ainda tendo a Igreja Matriz, na época Padre Eduardo Murante, localizada de frente para a Praça Melo Peixoto, 170, no centro do quarteirão, na Praça Melo Peixoto, na direção da atual Rua 9 de Julho, onde está instalado o prédio da Telefônica, seguindo agora no sentido, no nº. 188, temos o prédio do famoso Bar e Café Paulista, dos irmãos João e Julio Zaki. Antes do bar, existiu no local uma loja de calçados e atualmente existe naquele lugar a Galeria Central, do Jayme Menezes (Relojoaria Tesouro)
  Manoel Vieira Filho. Na rua Paraná, 236, ao lado da Farmácia Drogabraz, de José Braz, está a Relojoaria Lisboa, cujos proprietários eram Antônio Nunes Vieira e Manoel Vieira Filho. Mais tarde, o Sr. Manoel montou sua própria loja na Rua Paraná, que hoje pertence ao seu filho Reinaldo. Em 1954, Sr. Antônio vendeu sua relojoaria para seu irmão Daniel Nunes Vieira.O Sr. Antônio era casado com Dona Maria e com ela teve cinco filhos: Jairo, Cleide, Antonio Celso, Jorge e Sueli. O Sr. Antonio faleceu em 1999. Sua filha, Sueli, reside na cidade de Tupã. Atualmente, tenho amizade com os dois filhos do Sr. Daniel: José Antônio e Daniel Rubens, proprietários da Ótica e Relojoaria Lisboa.
  Mario Ribeiro. Em 22.02.1933, o Sr. Francisco Mayoral, construía um edifício próprio, na praça Mello Peixoto, esquina da Av. Altino Arantes, onde instalou o seu procurado Bar Internacional. Teve a feliz idéia de aumentar as comodidades do seu estabelecimento, instalando um bom bilhar. Seu genro Mário Ribeiro, casado com D. Francisca, mudou o nome para Bar Paratodos, conservado pelo seu genro José Pedro, pai do Ronaldo, meu colega de advocacia e de imobiliária. Ronaldo casou-se com Maria Ziglio. Têm duas filhas: Anelise e Ariane. O Bar Paratodos já não existe. No local há hoje, uma loja de confecções "Contra-Mão" do Marcos.
  Luiz Toledo Ordonhes. Ainda na rua Nove de Julho, voltando em direção à rua Paraná, havia, entre a Igreja Matriz e o Banco Comercial de São Paulo, a Pensão Central. Foi o Sr. Luiz Toledo Ordonhes que, em junho de1927, abriu o estabelecimento que, segundo notícia do jornal A Cidade de Ourinhos, em edição do dia 12.06.1927, anunciava a instalação de "uma bem montada pensão e um ótimo bar, onde serão os fregueses servidos, com a máxima presteza e o mais rigoroso asseio."
  O Bar Central. "Inaugurou-se (...) na praça da Bandeira, 173 (...) o conhecido e popular Bar Central, de propriedade da firma Nicolau e Abuhamad, depois de ter passado por uma reforma (...) acaba de possuir um novo sortimento (...) um completo maquinismo para café, três mesas de snooker e um bem organizado estúdio com três alto-falantes." (A Voz do Povo, 30.12.1939). Trata-se da reinauguração do mesmo estabelecimento, com algumas reformas. Para a cidade, será sempre o Bar Central. Os mais antigos também se referem a ele como o Bar do Farid, referência ao fundador, Farid Nicolau. A Praça da Bandeira é a Mello Peixoto em uma de suas duas fugazes mudanças de nome.
  Hermenegildo Zanotto. Na esquina da praça com a Rua 9 de Julho, data da Revolução Constitucionalista de 1932, e antiga rua Minas Gerais, estava a Casa Zanotto, do Sr. Hermenegildo Zanotto, casado com D. Angelina, pais de Mário, Bija, Olinda e Marina. A casa de comércio estava voltada para a praça e a sua residência para a rua Nove de Julho. O Bar Central localizava-se um pouco abaixo, no centro do quarteirão, de frente para o atual espaço cívico da Praça Mello Peixoto.
  Farid Nicolau. Mais tarde o tradicional bar do Sr. Farid, passou a pertencer ao Sr. Salim Abuhamad, pai de Arnaldo e da Norma, avô de Marcelo Abuhamad, que atualmente é proprietário do restaurante Al Faiat, mantendo a tradição dos seus ancestrais. Ao lado, havia uma barbearia e um terreno vago, onde se apresentou certa vez um faquir deitado numa cama de prego, dentro de uma caixa de vidro, com a pro-messa de ficar um mês sem comer nada. O faquir era esquálido e usava até um turbante, à moda indiana. Ele ficava ali, em estado letárgico. Aquilo fazia a alegria da criançada do Grupão. Pagava-se para ver, mas, a moça responsável pela cobrança não frustrava a curiosidade de uma criança em horário de menor afluência, para ver o faquir gratuitamente e de ficar embasbacado com a cena. Isso nos anos quarenta. No local, antes do Bar Central era a casa do Sr. Zequinha dentista e D. Laudelina. Atualmente, encontra-se ali, o prédio do banco Santander/Banespa.
  Bar Jaracatiá. Saindo da Rua 9 de Julho e subindo pela Avenida Altino Arantes até à esquina com a Rua Antônio Carlos Mori, virando-se à esquerda, bem em frente à agência do Banco do Brasil, localizava-se o bar Jaracatiá, um tradicional ponto de encontro de muitos jovens ourinhenses, entre as décadas de 60 e 80, aproximadamente. Ali, por volta de 1968, Walter Mori Milani montou o seu bar. Ele tocou o estabelecimento por mais de quatro anos. Walter faleceu em 05.06.1974.
  Israel Rodrigues. O Bar Jaracatiá foi vendido em janeiro de 1972, para os irmãos: Israel (Raé) e Ezequiel Rodrigues Filho. Anos depois, eles venderam o Bar para Nelsinho proprietário do Dudu Bar. Tempo depois, Nelsinho vendeu o Jaracatiá e comprou o bar "Dudu Bar". Raé é casado com Aparecida, tem três filhos: Silmara, Marcelo e Cínthia.
  Alfaiataria Casseta. Antonio Casseta nasceu em Treviso na Itália. Casou com Marina Borges, teve três filhos: Marcos, Arlete e Caio. Marcos casou com Julia tem dois filhos: Marco Aurélio e Marco Antonio. Arlete casou com Arnaldo. Caio Casseta faleceu ainda jovem. Naquela época os moços da pequenina cidade de Ourinhos, vestiam-se com ternos cortados pelos magos da tesoura, Antônio Casseta e os irmãos Dácio e José Silva. A Alfaiataria Casseta ficava ali na Rua Paraná, bem em frente à Praça Mello Peixoto, onde atualmente há um grande terreno vazio. Durante muitos anos foi a principal fornecedora de confecção masculina da cidade, senão a única, por muito tempo.
  Joaquim Modesto. Ainda na Praça Mello Peixoto, ao lado do atual banco Santander/Banespa, indo no sentido da Rua São Paulo, estava a Farmácia Santa Terezinha, do Sr. Barros, casado, com D. Elzira, e que mais tarde pertenceria ao Sr. Plínio, casado com a D. Sueli e pai de Adelaide e do Plininho. Logo abaixo, ficava a pensão de D. Maria Modesto, filha do Sr. Joaquim Modesto e D. Mariana. Tempos depois, mudou para Rua Expedicionários, em frente ao portão do Grupão.
  José da Cruz Thomé. A seguir, a papelaria do Sr. José da Cruz Thomé que, nos anos 50, instalaria a sua Livraria Thomé Ltda., na Praça Mello Peixoto nº. 41, em prédio próprio, ali permanecendo. Atualmente, o estabelecimento está sob a administração da Bia, proprietária da loja Microtec, informática e papelaria.Thomé era um grande incentivador da leitura. Na parte reservada aos livros, havia algumas cadeiras confortáveis e boa iluminação, para que os leitores pudessem examinar os livros e conversar, em longos e agradáveis bate-papos. Ele próprio era um bom conversador, com seu sotaque lusitano e sua gravata borboleta, inconfundíveis. Para auxiliá-lo, lá estava a Irene, sempre solícita no atendimento aos leitores.
  Companhia Telefônica de Ourinhos. Ainda na Rua São Paulo, bem ao lado da livraria do Sr. Thomé, estava a Cia. Telefônica de Ourinhos - CTO, inaugurada em 01 de maio de 1964, tendo como idealizador e presidente o Dr. Odayr Alves da Silva que, na época, era diretor da Associação Comercial e Industrial. A CTO contribuiu muito para o crescimento da cidade de Ourinhos. A Companhia Telefônica de Ourinhos transformou os telefones à manivela em modernos aparelhos automáticos, o que gerou grande conforto para os ourinhenses, dada a praticidade que proporcionava às ligações telefônicas, antes extremamente precárias. E novos avanços só aconteceriam em meados da década de 70, quando a Telesp instalou-se na cidade, trazendo uma tecnologia ainda mais moderna. Porém, frise-se que a CTO, de certa maneira, antecipou essa mudança.
  Casa Nortista. Voltando nossos olhos para a esquina da Praça Mello Peixoto com a Rua São Paulo, encontramos, bem no canto, a Casa Nortista, loja de tecidos do Sr. Tuffy Zaki Abuchan e D. Nely, pais do Roberto, Renato e Reinaldo. Nessa esquina, bem em frente à loja, havia antigamente uma bomba de gasolina, isso nos anos 30 ou 40. Alguns anos depois, o Sr. Tuffy mudou de local e passou a atuar no ramo de movelaria, abrindo passando a loja "Moveis Regina".
  Nelson Pontara. Continuando no Largo do Jardim, face voltada para a Rua São Paulo, esquina com a Rua Antônio Prado, onde hoje está o prédio velho do Bradesco, na esquina estava o Bar do Pontara, do Sr. Ângelo Pontara, casado com D. Berta. O Sr. Ângelo era tio de Nelson Pontara. Ao lado, está o Bar do Kolino. No local, mais tarde, foi ins-talada a loja de tecidos Casas ao Preço Fixo, cujo gerente era o Sr. Sebastião Perrozzi Viel. Depois, um terreno vago.
  Padaria Oriente. Do outro lado da praça, subindo pela Rua Paraná, à esquerda, na esquina com a Rua Antônio Carlos Mori, estava a Padaria Oriente, do Borin, e depois vendida ao Sr. João Marques dos Reis. Atualmente, funciona ali, a Esquina dos Calçados, que pertence à Sra. Déa ao Sr. Noel Nunes Faria. Na mesma esquina, funcionou também a Casa Coelho, de secos e molhados, do Sr. José Alves de Freitas. E na Rua Antônio Carlos Mori, onde está hoje a Casa Bahia era a serraria da família Mori, tradicionalíssima e precursora do desenvolvimento do comércio da cidade.
  Samuel Krepach. Logo acima da Padaria Oriente, atual Esquina dos Calçados, vem a casa de dona Sebastiana, tia do Fabiano, da Casa Joana D' Arc. Ao lado, a residência de Pedro Silvestrini. Na parte de cima do prédio, funcionou a primeira turma de admissão ao ginásio, instalada pelo Prof. José Augusto, fundador do ginásio de Ourinhos. Em baixo, era a loja de tecidos do Sr. Samuel Klepach.   José Silvestrini. Ao lado vem a Padaria São Benedito, de propriedade de José Silvestrini, casado com dona Auzenda, pais de Dulcinéia e Timbó, depois, foi vendida para Aristides Romani. No local hoje, está a loja de confecções Contra-Mão, do meu amigo Marcos Pereira. A seguir, vem o Açougue União.
  Antonio Squilino. Na esquina com a Rua Cardoso Ribeiro, onde está a Relojoaria Suíça, de propriedade de Antônio Squilino e a loja ao lado, rua Paraná, Casa Joana D'Arc, hoje de propriedade de Alencar Paschoalino e sua esposa Vera Lucia Gracioli Paschoalino. Naquele local, no início de Ourinhos era a chácara do Sr. Ribeiro, que tinha ali uma máquina de beneficiar café. Ali, havia também, um poço de boa e abundante água, que abastecia toda a vizinhança.
  Antônio Ferreira. Voltando nosso olhar para a Rua Paraná, novamente partindo da Praça Mello Peixoto, pela direita, temos na esquina com a Rua Antônio Carlos Mori, a farmácia do Sr. Aristides, casado com dona Lourdes Ferreira, filha do Sr. Antônio Ferreira, comerciante na avenida Jacinto Sá. A seguir, na rua Paraná, 360, a casa de comércio do Sr. Julio Mori. No fundo da loja, funcionava a serraria da família; no nº. 382, Casa Couraça; no º. 392, Casa dos Fogões. Em frente, no nº. 377, a Casa de Carnes Siqueira; vizinho, no nº. 387, Casa Líder; ao lado nº. 393, casa do Helcio Godinho; no nº. 477, Ferragens Migliari; no nº. 511, Casa Sanches; quase na esquina, no nº. 536, Supermercado Tone; na esquina, do outro lado da rua, nº. 580, Sociedade de Automóveis Raccanello; logo adiante, nº. 632, a residência do Francisco Romero Filho, pai do Wagner, casado com Fernanda Saraiva Romero, autora do livro "Um Espaço Para Lembrança de Ourinhos".
  Domingos Conte. Depois vem a casa do Sr. Domingos Conte e seu salão de barbeiro, pai de Antonio Conte, meu amigo de escola e que foi gerente do Banespa, durante muitos anos no Paraguai, na Ciudade Del Este. Em seguida, a casa do Sr. Julio Peixeiro. Seu filho, João Peixeiro, foi meu colega de escola no primário. Na esquina com a Cardoso Ribeiro, está o sobrado da Casa Chic, do Sr. João Yared, conhecido como João Chic. Era o pai do Décio. O imóvel pertencia ao Sr. Mansur, irmão do Sr. Abrãao Abunasser, casado com Dona Racib.
  Joaquim de Azevedo. Na quinta quadra, da Rua Cardoso Ribeiro à Rua Souza Soutello, pelo lado esquerdo, numeração ímpar. Na esquina, onde hoje é a Farmácia Arruda, existia a Gráfica Azevedo, onde era editado o jornal a "Voz do Povo". Ali, era também a residência do Sr. Joaquim Azevedo, casado com D. Luiza, e pais do Reinaldo, Edu, Marcenina, Orlando, Clodo, Lavínia, Santa e Hermínia. O Sr. Edu é avô da Renata, minha nora e o Sr. Reynaldo é pai de Maria do Rosário e Reynaldinho, meus compadres. A seguir, vem a padaria do Sr. Fermino, cujo estoque de farinha de trigo foi utilizado pelos gaúchos, quando ocuparam Ourinhos em 1932. Logo em frente, vem a residência do Sr. Humberto Di Tone.
  A Agência Chevrolet do Sr. Miguel Cury. Voltemos para a Praça Mello Peixotto, bem na esquina com a Rua São Paulo. Ali, onde hoje se encontra a agência do Bradesco, funcionaram a Joalheria e a concessionária Chevrolet, dos Srs. João Fiorillo e Miguel Cury, respectivamente. "Novas Construções: Os srs. Miguel Cury e João Fiorillo, tendo adquirido do Banco Commércio e Indústria o terreno sito à esquina da praça Mello Peixoto e rua São Paulo, vão proceder à construção imediata de dois ótimos prédios (...). (A Cidade de Ourinhos, 09.08.1931). Foi dessa forma que a imprensa ourinhense noticiou os novos empreendimentos.Miguel Cury construiu sua agência Chevrolet com uma elegância jamais igualada no comércio de automóveis.
  Joalheria Fiorillo. O Sr. Fiorillo, pai de Vera e Célio, abriu a Joalheria Fiorillo, a mais bonita casa do ramo da história ourinhense. Esses estabelecimentos dominaram a praça por mais de trinta anos. Vale lembrar também que, no mesmo edifício onde funcionou a concessionária Chevrolet, o Sr. Miguel Cury tinha sua residência.
  Francisco Vara. Com face voltada para a Rua Paraná, nessa mesma esquina com a Rua São Paulo, ao lado da Relojoaria do Fiorillo, estava o armazém de secos e molhados do Sr. Francisco Vara que, após algum tempo, mudou-se para a quadra de cima, onde hoje está a Ótica Vieira. Do outro lado da Rua São Paulo, localizava-se o estabelecimento de F. Matheus & Cia., de propriedade do Sr. Matheus e Abel. A empresa dedicava ao ramo de secos e molhados e possuía uma enorme loja naquele endereço, que ia da esquina até quase o final da rua. Era uma das maiores lojas de Ourinhos. Era o Abel quem comandava a loja. Tinha três filhos: Álvaro, Abel Jr. e uma menina.
  Odilon Chaves do Carmo. Um pouco acima da concessionária do Sr. Miguel Cury existia o açougue e residência do Sr. Odilon casado com D. Isaura. Mais tarde, no local, instalou-se um bar e, pos-teriormente, a loja de máquinas de costura Singer. Ao lado, a loja do Sr. Francisco Christoni. Nesse local, esteve instalado o Foto Victória, de Frederico Hahn. Mais tarde, foi o Foto Machado, do Sr. José Machado Dias, casado com D. Gabriela, pais da professora Carminha. Logo ao lado, vinha a Alfaiataria Sossega Leão, de Benedito Alves, depois vendida e transformada na alfaiataria do Casseta, avô do meu amigo Marcelo Abuhamad. A seguir, a Casa Riachuelo, loja de tecidos e, no cantinho da esquina com a Nove de Julho, a antiga loja das Casas Pernambucanas. Hoje há ali uma farmácia.
  Vicente Amaral. No Largo da Estação, final da Rua Paraná, logo abaixo da Rua São Paulo, não havia construções. Existia apenas a casa de D. Maximina, na Rua São Paulo, com frente para o Largo do Jardim. Junto ao largo da Estação, à direita, a primeira casa era o Centro Telefônico, onde, hoje, funciona um estacionamento. Na esquina com a Rua São Paulo estava casa de comércio do Sr. Vicente Amaral, pai do Sr. Carlos Amaral, avô do meu colega de advocacia José Vicente Amaral.
  O Bar do Tide. Na quadra entre a Rua 9 de Julho e Antônio Carlos Mori, do lado esquerdo, com numeração ímpar temos, na esquina, o Banco Comercial de São Paulo, Ao lado, pela Rua Paraná, ficava a residência do gerente do banco e a seguir, a loja de tecidos dos pais do Dr. Aniz Dabus e de D. Nely, casada com o Sr. Tufy Zaki Abucham. Adiante, o bar do Sr. Moupir Brisola, irmão do Oswaldo Egidio Brisola.
  Osvaldo Milani. A seguir, o prédio da fábrica de balas do Osvaldo Milani, irmão do Zeca Milani, da Diva, casada com Bráulio Tocalino, de Nadir, Anita e Ziza, onde tempos depois se instalou o tradicional Bar do Tide. Tide era filho do Sr. Eduardo Salgueiro, primeiro prefeito de Ourinhos, em 1919/21. Na esquina com Antônio Carlos Mori, onde atualmente há uma perfumaria, está a casa de comércio do Sr. Eduardo Salgueiro. Walter Mori Milani, assumiu o Bar do Tide por volta dos anos sessenta. Osvaldo Milani e Anita Mori tiveram três filhos: Wilson Mori Milani, casado com Jandira Saladini; Walter Mori Milani, casado com Nilsa Tereza Peres Milani e Ligia Mori Milani, casada com Décio de Carvalho, o Foquinha.
  Vasco Fernandes Grillo. Do lado direito, nessa mesma quadra e com numeração par, na esquina com 9 de Julho, vem o sobrado do Sr. Vasco Fernandes Grillo, casado com dona Petronilha. Era irmão do Sr. Antônio Grillo, comerciante na Jacintho Sá, de dona Elisa Braz, casada com o Sr. Adriano Braz, pais do saudoso Prof. Alberto Braz. De dona Benedita Cury e de dona Elvira Vara, casada com o Sr. Francisco Vara, pais de dona Guiomar, inspetora de alunos no Instituto de Educação Horácio Soares e ainda de dona Cida, esposa do Nelson Cury. Esse sobrado existe ainda hoje, e abriga uma perfumaria. A seguir, a casa de comércio do Sr. Francisco Vara, onde hoje está estabelecida a Ótica Vieira. Logo acima, as Escolas Reunidas de Ourinhos, mais tarde Grupo Escolar de Ourinhos, já estadualizado. Em 1939, o grupo escolar foi transferido para o novo prédio, na esquina da Rua 9 de Julho com a Rua Piauí, atual Expedicionários. O prédio abriga, atualmente, a Diretoria de Ensino, órgão do governo estadual. No local do antigo grupo escolar, foi construído um sobrado, onde, na parte de cima funcionava a sede do Clube Atlético Ourinhense. A seguir, vem a casa do Sr. Antônio Saladini. Na esquina, havia um terreno baldio, onde mais tarde instalou-se a Dental Ourinhos.
  Manoel Santiago. Continuando pela Rua Paraná, temos a oficina do Sr. Miguel Vita, que começou como folheiro, onde futuramente instalou uma serralheria no local. A residência e armazém de secos e molhados do Sr. Manoel Santiago, pai de D. Amélia, casada com o Sr. Afonso Salgueiro, pais do Tuta Salgueiro. O Sr. Manoel era casado com D. Matilde, cujo nome deu origem a um bairro da cidade, o Jardim Matilde, fundado em terras de seu marido. Em 1928, o Sr. Manoel Santiago vendeu o armazém para o Sr. Emílio Leão, chefe político local, sobrinho de Pedro Marques Leão e tio do Dr. Hermelino de Leão, que se estabeleceu na mesma casa. Emilio, casado com D. Edwiges é o pai de Zezinho e Ester. Sua irmã, D. Inês, era casada com o Sr. Rodopiano Leonis, prefeito em 1931. Pedro Marques Leão era avô do Dr. Hermelino. O prédio onde residiram os Srs. Manoel Santiago e Emílio Leão pertencia a D. Josefa Gimenes Castilho.
  Dirceu Correa Custódio. Dona Josefa é avó de Francisca Lopes Corrêa, Quinha, casada com Dirceu Corrêa Custódio. Dona Josefa era casada com o Sr. João Castilho e tiveram quatro filhas: Lourença, Dolores, Carmem e Joana. Lourença casou-se com João Lopes Martins que, após enviuvar, casou-se em segundas núpcias com sua cunhada Dolores. Joana casou-se com Daniel Leirião e tiveram três filhos, José Drauzio, João Heraldo e Daniel Filho. Seu filho, João Heraldo, é meu contemporâneo e amigo. Carmem, casada com João Lisboa e Dolores, casada com João Lopes com quem teve cinco filhos, João, Máximo, Cláudio, Flora e Josefina. Cláudio faleceu em 03.06.2006. Na esquina com a Rua Souza Soutello, ficava o prédio onde mais tarde foi o bar do Daniel.
  Francisco Simões Fragão. Na quinta quadra, da Rua Cardoso Ribeiro à Souza Soutello, pelo lado direito, com numeração par, logo na esquina, vinha o Bar do Sr. Francisco Simões Fragão, casado com Maria da Assumpção, pai de Dona Rosinha, Manoel, Maria. Dona Rosinha se casou com José Bento Silva Netto, teve quatro filhos, Vanderley, Vanderly, Wagner e Wolnei, que é aposentado do Banco do Brasil. O prédio foi construído em 1932. Atualmente, é o conhecido Bar do Português, uma das poucas edificações na cidade, cuja arquitetura ainda é a original. Wolnei Fragão Silva se casou com Ana Moya e teve dois filhos, Rosana e Wolney Moya Fragão Silva. Wolnei é meu amigo de longa data, companheiro de festas e bailes, irmão de Loja. Faz parte da diretoria do Grêmio comigo, onde ocupou todos os cargos, inclusive foi presidente por vários mandatos. Sua esposa Ana é fundadora e também voluntária da Recco, juntamente com minha esposa Sonia.
  Francisco Ramalho. Ainda no trecho entre as ruas Cardoso Ribeiro e Souza Soutello, estabeleciam-se: A quitanda de D. Emília, casada com Francisco Ramalho; a loja de tecidos do Sr. Abílio Salomão, que depois a vendeu para o Sr. João Chic; a casa do Sr. João Villar; a casa de comércio do Sr. Benedito Camargo, em frente à casa do Sr. Miguel Vita. No terreno de esquina com a Souza Soutello, de propriedade do Sr. João Villar, foi construído o novo prédio, para onde se mudou a casa de secos e molhados do Sr. Benedito Camargo. Após sua morte, foi comprada pelo Sr. Torataro Tone e mais tarde transformou-se no Supermercado Tone, por muito tempo um dos mais tradicionais da cidade.
  Antonio Simioni. A residência da Sra. Hermínia Simione, casada com Antônio Simioni, construtor, pais de Altibano, Araci (Nena), Lourdes, Hermínio e Ercília. D. Hermínia era madrinha de D. Nega Tupiná e, também, a residência de Sr. João Neder, pais de Jamil, Fuad, Aracy, Mantura e Amaly. Na rua Paraná, em frente à Serralheria Vita, o Sr. Raphael Fittipaldi, nascido em São Manuel em 1903, abriu no ano de 1945 uma oficina de consertos e reparos de motocicletas, vespas e lambretas; teve três filhos: Alda, Aldo e Milton. Alda se casou com Demétrio Gardim e tiveram quatro filhos. Aldo se casou com Judith Simão e teve uma filha, Alda. Milton Fittipaldi, que era casado com Estefânia, tem oito filhos: César, Emerson, Alex, Sandro, Kátia, Márcia, Lilia e Cinthia.
  Miguel de Moraes. Ainda na Rua Paraná, no nº. 580, estava estabelecido o Sr. Miguel de Moraes com a firma A Eletroluz. Miguel é casado com Célia, tem sete filhos: Valnice, casada com Alberto; Valdeni, casada com Roberval; Vânia, casada com Junior. Wilson, já falecido, era solteiro; Wesley é solteiro; Nicélia é casada com Paulinho e Nielce, casada com Amilton. Antes de se estabelecer na Rua Paraná, Miguel era sócio de seu irmão Isaque de Moraes, na empresa Eletro Ouriluz. Isaque é casado com Ruth e tem uma filha, Carmem.
  Tertulhano Vieira da Silva. Agora descendo a Rua Paraná, saindo da esquina com a Souza Soutello, em direção à Rua Paulo Sá. Pelo lado esquerdo, com numeração ímpar, logo na esquina, vem a residência do Sr. Serafim, comerciante de café, tendo ao lado seu armazém de café; o prédio n° 621, construído em 1930, mais tarde má-quina de beneficiamento arroz do Sr. Salim. Em seguida, o prédio n° 629 e 633, casa de comércio e residência, respectivamente, do Sr. Ter-tuliano Vieira da Silva, casado com a D. Leocádia, pais do Prof. Norival, Nenê, Toninho, Carminha e Miguel. O Sr. Tertuliano veio para Ourinhos em 1937. A seguir à sua casa, havia um terreno de propriedade da família Matachana.
  Graciano Racanello. No lado direito, com par, com numeração par estava, bem na esquina a casa do Sr. Graciano Racanello, pai do Alston. Na fachada de seu comércio havia uma placa grande em forma de foice, com o nome de seu estabelecimento, a Casa da Foice. Nesse local, existe hoje uma loja de materiais elétricos. Depois vinham as casas do Sr. Francisco Romero, pai do Dr. Francisco Romero Filho. O Sr. Chiquinho Romero, casado com D. Araceles Ruiz Romero são os pais de Wagner, Roberto, Ana Maria e Francisco.
  Pedro Médici. Agora na Rua Expedicionários, antiga Rua Piauí, partindo da linha férrea. A firma americana Anderson & Clayton, atacadista de algodão, localizava-se junto à ferrovia, do lado direito de quem sobe para o centro, com numeração par. Na esquina com a Rua São Paulo, está o Bar do Chico Manco. Do lado oposto, com numeração ímpar, a casa do Sr. Jorge Galvão. Em frente, vinha a casa do Sr. Mistugui. Passando a Rua São Paulo, no meio da quadra, à direita, a venda do Rolim. Na esquina com a 9 de Julho, está a casa do Sr. Pedro Médici. Passando a Rua 9 de Julho, à esquerda, em frente ao portão de entrada do Grupão, está a fábrica de balas da família Brandimarte.
  Clínica Dr. Ovídio Portugal. "Constituiu notável acontecimento na vida da cidade a inauguração (20.12.1938) do modelar estabelecimento de clínica de olhos, ouvidos, nariz e garganta (...). À tarde realizou-se a cerimônia de inauguração (...). Aos presentes foi servida farta mesa de doces e bebidas (...)." (A Voz do Povo, 24.12.1938). Dessa maneira a imprensa da época anunciava a inauguração de uma das mais tradicionais instituições médicas da cidade. O Dr. Ovídio atendeu à população ourinhense, de todas as classes, durante décadas. A clínica estava localizada na esquina da Rua Expedicionários com a Cardoso Ribeiro, lado direito. No sobrado, era também a residência do Dr. Ovídio Portugal, casado com D. Helena. Hoje é a residência do professor Norival Vieira da Silva.
  José Mano Filho. Em frente, com número par, a casa de esquina era do Sr. José Mano Filho e D. Chiquinha, comadre de Anita. Eram os pais de D. Mariinha, casada com Ben Mae Davis, americano, pais de Francês e Susan. A seguir, vem à casa de Anita, construída em 1938. A casa de Siá Chica, avó dos irmãos Cira e Artur Silva. A casa de D. Sinhá, mãe da Zilu, Lilica, Eunice e Alies. Na passagem da linha, no lado esquerdo em direção ao centro, na Rua dos Expedicionários, ficava o caminho para a Fazenda das Furnas e para Chavantes.
  O Instituto de Educação Horácio Soares. "Professor José Augusto. Deu-nos o prazer de sua visita o (...) professor José Augusto de Oliveira, residente em Cravinhos, e que pretende transferir residência para esta cidade (...) declarou-nos (...) que está empenhando (...) esforços no sentido de dotar a nossa terra de um (...) estabelecimento de ensino ginasial, oficializado pelo governo federal (...)." (A Voz do Povo, 27.08.1938). O professor José criou o ginásio, estabelecimento particular que mais tarde passaria à rede oficial com o nome de Horácio Soares. O professor mudou-se para Osasco-SP.
  José Del Ciel. Na casa da esquina da Rua Expedicionários com a rua Monsenhor Córdova, morava o Sr. José Del Ciel, e depois o Sr. Castorino Ferraz. Em frente a esta mesma quadra, está a clínica do Dr. Ovídio Portugal, isolada no meio do cafezal. Aí terminava praticamente a Rua dos Expedicionários. Observe-se que não existia ainda a Rua Euclides da Cunha. No alto, à esquerda, isolado, está o Ginásio de Ourinhos, depois Instituto de Educação "Horácio Soares", inaugurado em 1939. (Não havia a Santa Casa, que seria inaugurada em 1943).
  Alberto Soares. No início da Rua Monsenhor Córdova, próximo à linha férrea, onde hoje está localizado o Mercado Municipal, havia um grande terreno e nele havia uma enorme quantidade de toras. À noite, as mocinhas que residiam nas proximidades evitavam passar no local, pois sempre havia desocupados por ali e isso representava perigo. O local também era o ponto de encontro de casais. O cafezal à esquerda, que chegava até o Ginásio e à clínica do Dr. Ovídio, pertencia à Fazenda Boa Esperança, do Sr. Álvaro Ferreira de Moraes, pai de Rubens, Vico, Paulo e D. Esther. O da direita à Fazenda Murcia, ou Chumbeadinha, do Sr. Horácio Soares, pai de Alberto Soares (Bertico), Marico e Toninho. Ainda na Rua Monsenhor Córdova, n°. 98, residia o Dr. Julio dos Santos.
  Bazar da Janda. Na esquina com a Rua Expedicionários está a casa do Sr. Suyama, pai do Julio Suyama e padrasto do Sr. Mistugui Canda e de D. Yocico. O Sr. Mistugui Canda, casado com a D. Janda Galvão, do Bazar da Janda, e pais do Mistugui Filho, proprietário da locadora Provídeo, e da Simone. Hoje, há um bar na esquina. Ao lado, na casa n° 562, onde mora D. Janda, está a casa do Sr. Jorge Galvão, seu irmão. O Sr. Jorge era casado com D. Amélia, e pai de Nelson, Elza e Edy, casada com João Camargo, irmão do Téco e do meu amigo Camargo, do laboratório Oswaldo Cruz. Mais tarde, Jorge mudou-se para Curitiba. Na esquina em frente, há hoje o posto de gasolina Texaco, de propriedade de Srs. Victor e Eliseo.
  Bar do Chico Manco. Chico Manco anunciava aos amigos, a próxima abertura de um bem organizado bar com o título Francisco Simões & Cia., em 09.01.1927. O bar do português Chico Manco foi uma pequena maravilha da cozinha popular. Servia-se comida farta, bem feita e a bom preço no pequeno boteco da esquina das ruas São Paulo e Piauí, atual Expedicionários, no local onde se acha hoje uma loja de tintas. O forte da casa era a bisteca acebolada e acompanhada de um copo de vinho. Chico Manco é pai de D. Amélia, esposa do Sr. Jorge, e de D. Belarmina, casada com o Sr. Quinzinho Leal, pais de Inês Leal.
  Cine Cassino. Em frente ao Bar do Sr. Chico Manco, estava o Cine Cassino, que funcionou até 1944, quando foi inaugurado o Cine Ourinhos, posteriormente reformado e transformado no atual Teatro Municipal. No local, onde funcionava o Cine Cassino, hoje existe a Galeria Vitória. Ao lado do Cine Cassino, em direção à Praça Mello Peixoto, estava a casa do Sr. Racanello. Hoje é um estacionamento.
  Celestino Bório Junior. A seguir, a casa e tinturaria do Sr. Luis Forti, pai da Raquel. Hoje, há um sobrado no local, onde, nos anos de 1950, funcionou Rádio Clube de Ourinhos. A Rádio Clube, do Sr. Bório; foi a primeira estação radiofônica da cidade. Seu prefixo é inesquecível: ZYS7. Ao lado, está o Açougue Cabeça de Boi, porque tinha uma cabeça de boi na frente. Mais adiante, a Igreja Metodista e, na esquina da praça, a Casa Nortista. No lado oposto da rua, está o prédio que abrigou, na parte superior, o Grêmio Recreativo e a Câmara Municipal por muito tempo, e na parte térrea, funcionava a Agência dos Correios, que depois de muitos anos foi transferido para Rua Euclides da Cunha, na esquina com a Rua 9 de Julho. O novo prédio dos Correios foi construído pelo pedreiro e construtor Aristides, o Colher.
  Grêmio Recreativo de Ourinhos. Da Avenida Altino Arantes à Rua Expedicionários do lado esquerdo, com número ímpar, bem na esquina está o Grêmio Recreativo de Ourinhos, tradicional da cidade. O Grêmio, por muitos anos abrigou bailes memoráveis de carnaval, de debutantes e de formatura. Atualmente, funciona ali um templo da Igreja Universal. Na lateral, fica a sede do Grêmio, onde está instalada sua academia de ginástica e sauna.
  Julio Mori. Ao lado do Grêmio, está a casa do Sr. Zico Nicolosi, antes de mudar-se para o outro lado da rua. A casa de Julio Mori e D. Helena, pais do Morinho e Terezinha fica logo a seguir, e depois a casa do Sr. Sebastião Costa Galvão. Mais tarde, o Sr. Archipo Matachana construiu uma casa na Rua Antônio Carlos Mori, na esquina com a Rua dos Expedicionários, onde morou até falecer. Atualmente, no local está instalada a Imobiliária Shalom. Ao lado, no mesmo prédio, no n°. 559 encontra-se a Drogaria Ourinhense, de Fernando Garcia Camacho e a lado dela, o Foto Toninho, de Antônio Luiz Ferreira.
  Casa de Saúde São Camilo. Saindo do Grêmio, na esquina da Rua Antônio Carlos Mori com Avenida Altino Arantes, vamos em direção à Rua Expedicionários, pelo lado direito, com numeração par. Na esquina com a Altino Arantes, está a casa do Sr. Henrique Tocalino, casado com D. Emília, pai de Bráulio, casado com D. Diva Milani, irmã do Zeca Milani e de D. Alzira, casada com o Sr. Narciso (Zico) Nicolosi. Ao lado está casa do Sr. Zico Nicolosi e D. Alzira, pais do Lúcio, Carlos, Lúcia e Nice e Nancy. Carlos Nicolosi, casado com dona Vera e com dois filhos, Mônica e Carlos Henrique, foi professor na Escola Técnica de Comércio de Ourinhos durante mais de 20 anos, inclusive foi meu professor durante três anos, no curso técnico. O professor Nicolosi também lecionou nas Faculdades Integradas de Ourinhos, da Fundação Miguel Mofarrej, no curso de Administração de Empresas. É meu amigo particular e muito querido na cidade. Seu pai, Zico Nicolosi, trabalhava na casa Zanotto, e depois se tornou sócio e proprietário. Adiante, o prédio da Pensão Ramos, local onde, atualmente, situa-se a agência do Banco do Brasil.
  Dr. Luis de Camargo Pires. A seguir, vem a tecelagem de seda e ringue de patinação. Tempos depois, no local, foi construída a Casa de Saúde São Camilo, do Dr. Luis , e atualmente está o Régio Plaza Hotel, pertencente ao grupo Marvi. Na esquina, a casa do Sr. Silas Sá, filho de Jacintho Ferreira e Sá. Depois da Rua dos Expedicionários, antiga Piauí, havia um imenso terreno vago, que pertencia ao Sr. José Esteves Mano Filho, prefeito em 1926. No local, hoje, está a casa do Prof. Carlos Nicolosi.
  A família Brandimarte. Ainda na Rua Antônio Carlos Mori, esquina com a Rua Expedicionários está o terreno da família Brandimarte. Os irmãos: Reynaldo, João, José e Mário, pai do Marinho do escritório de contabilidade, tinham uma fábrica de embutidos e balas, voltada para a Rua Expedicionários, bem em frente ao portão de entrada do Grupão. Reynaldo Brandimarte era casado com Dina Curti Brandimarte, cuja filha, Dina, casou-se com o professor Elias Draibi. Eles tiveram duas filhas: Dinelise e Anelise. O Sr. Reynaldo foi um dos primeiros pilotos brevetados pelo Aeroclube de Ourinhos, e também um dos primeiros diretores do Aeroclube e do Grêmio. Seu genro, o engenheiro Elias Draibi, é meu amigo particular e faz parte da diretoria no Grêmio Recreativo de Ourinhos.
  Selma Zacki Ferreira. Voltando para a Avenida Altino Arantes, no lado esquerdo no sentido centro-bairro, vê-se o sobrado geminado onde morou o Dr. Alfredo Bessa e reside ainda a Prof.ª Selma Zacki Ferreira. Mais acima, o sobrado do Dr. Diógenes e Dr. Durval, oculista. Na esquina com a Cardoso Ribeiro, onde atualmente se acha um posto de gasolina, está o sobrado que foi sede da Prefeitura Municipal. Nos anos 50, a Câmara Municipal estava instalada nesse prédio.
  Constantino Molina. Ainda na avenida, o Externato Ruy Barbosa, que anexou a Escola de Comércio, a Escola Remington de Datilografia, em 29.03.1931. O externato Ruy Barbosa foi a primeira escola profissionalizante da cidade. Seu fundador, o espanhol Constantino, tornou-se uma pessoa conhecida em Ourinhos. O estabelecimento foi mais tarde vendido para o professor Aparecido Lemos. Molina mudou-se para São Paulo. Na mesma esquina, em fren-te, está a casa assobradada que foi residência do Dr. Hermelino de Leão e seu hospital. Recentemente, o sobrado foi demolido, dando lugar à Galeria Matachana.
  Augusto Fernandes Alonso. A seguir, logo depois da SAE, vê-se a residência e marcenaria do Sr. Augusto e D. Olídia. Na Avenida Altino Arantes, nº. 4l4, o Sr. Carlos Deviene montou, em 1951, sua loja de materiais para construção. Adiante, na esquina com a Rua Paulo Sá, está a casa de D. Yocico (D. Chica). No outro lado da avenida, abaixo da esquina, está a fábrica de doces, Maracanã. Atualmente o local abriga o Restaurante Via Venetto. Sua proprietária, Mariângela Cury, é irmã de Marli e Margareth, filhas do arquiteto e construtor Mário Cury, casado com Maria Lucia.
  Casa Zanotto. Voltando o olhar para a Rua 9 de Julho, na esquina com a Av.Altino Arantes, na quadra entre a av. Altino Arantes e Rua Expedicionários, temos do lado esquerdo e com numeração ímpar, na esquina a Casa Zanotto, onde hoje se encontra a Farmácia São Judas. Anexa ao prédio comercial ficava a residência do proprietário. Ao lado, o barracão onde hoje se encontra a agência do Banco Nossa Caixa S/A.
  Vicente da Costa Mello. Ao lado, vê-se o Cartório de Registro Civil, do Sr. Vicente casado com D. Alcina. O Sr. Vicente era sogro do Nelson Pontara, casado com sua filha Gilda. Nelson é filho do Sr. Henrique Pontara e de D. Sofia. Atualmente, no local, há o Hotel 9 de Julho.
  Armando Malheiros. Em seguida, vem o Bar Cinelândia do Armando, famoso pela sorveteria, cujo sorvete (palito) era vendido a quinhentos réis ($500), que depois virou cinqüenta centavos (Cr$ 0,50), com a substituição do padrão mil réis pelo padrão cruzeiro, em 1942. Eles também vendiam uma deliciosa torta gelada que era irresistível. A seguir, o prédio onde morou D. Josefina, viúva do Sr. Jacintho Ferreira e Sá. Nesse mesmo prédio, tempos depois, funcionou o Grupinho, que mais tarde se tornaria o Grupo Escolar Virgínia Ramalho, transferido para a Rua Gaspar Ricardo. Na esquina adiante, está a residência do Sr. Pedro Médici, onde atualmente funciona a Farmácia São Miguel.
  Rafael Papa. Agora, saindo da Avenida Altino Arantes, pelo lado direito, com numeração par, logo na esquina, está o Banco Francês e Italiano para a América do Sul, com sede em Paris, na França. Donato Sassi e Rafael Papa foram gerentes do banco. Rafael Papa casou-se com D. Adalgisa, filha do Sr. Henrique Tocalino. A residência do gerente ficava anexa ao banco.
  Silvano Chiaradia. Logo a seguir vem a Tipografia Cidade de Ourinhos, do Sr. Silvano, pai do Dr. Clovis Chiaradia. Ao lado, terreno vago onde foi construído o Cine Ourinhos, inaugurado em 1944, e onde está hoje o Teatro Municipal Miguel Cury. Na esquina com a Rua Piauí, atual Expedicionários está o Grupo Escolar "Jacinto Ferreira de Sá", instalado em 1939.
  Agência Ford. Voltando pela Rua 9 de Julho, na esquina com a Rua Arlindo Luz, está a Agência Ford, que depois mudou sua razão social para Companhia de Automóveis Raul Silva. Ao lado da agência está a casa dos pais de João e Julio Zaki, os donos do tradicional Café Paulista. No local da agência Ford, instalou-se depois um grande atacadista de propriedade de portugueses, a Casa São Marcos, e atualmente o local abriga a Galeria Via Martini.
  Otávio Ferreira. Mais adiante, na esquina com a Rua Rio de Ja-neiro, numeração ímpar, está a casa do Sr. Otávio Ferreira, casado com D. Izabel, pais do Homero, Clodo, Glauco, Ralph, Diógenes, Benedito, Itapema, Nilza, Yara e Ednéia. O Clodo tem uma filha, Maria José Ferreira (Mazé), amiga da minha irmã Iara. Do outro lado da rua, está o sobrado de n° 115, onde morou o Sr. Hermenegildo Zanotto, e já nos anos 60, o Dr. João Bento.
  José Facini Bassi. Agora, a Rua Antônio Prado. Da Praça até à linha férrea, pelo lado esquerdo, com numeração ímpar, na esquina está o Bar do Pontara, de Ângelo Pontara. Hoje é o prédio velho do Bradesco, que tem no andar térreo uma sorveteria. Mais abaixo, está o Banco do Comércio e Indústria de São Paulo, cujo gerente em 1928 era o Sr. Vicente Amaral. Muitos anos depois, instalou-se ali o Banco América do Sul. Do lado direito, com numeração par, está o Chalé, a casa lotérica do Sr. José Facini.
  Carlos Rodrigues. Logo depois o Hotel Comercial, do Sr. Carlos Rodrigues, casado com D. Conceição, filha do Sr. Antônio Ferreira e D. Piedade. A seguir o Bar do Sr. Mário da Cruz Thomé e D. Gaudência, pais do Aldo. No local, até recentemente funcionava a Drogasil. Mais abaixo está a selaria do Sr. Adriano Braz. No prédio vizinho, está a casa de Archipo Matachana. Continuando, logo depois está a loja de tecidos de D. Luiza Ostronoff, mãe do Mauro e Carlos. Junto à linha, o sobrado construído pelo Sr. José Garcia, cunhado do Sr. Archipo Matachana, onde hoje há uma panificadora.
  A antiga Rodoviária de Ourinhos. Localizada na Rua São Paulo, esquina com a Rua Arlindo Luz, a antiga estação rodoviária de Ourinhos, na verdade, era apenas um ponto fixo de parada para os ônibus intermunicipais e interestaduais. Mas essa rodoviária não foi a primeira da cidade. Houve outra antes, entre os anos 40 e 60, que funcionava na esquina da Rua Arlindo Luz com Nove de Julho, onde hoje se encontra a Galeria Via Martini. Então, esta da Rua São Paulo foi a nossa segunda rodoviária, Havia ali, uma série de pequenos espaços, onde as poucas empresas existentes vendiam suas passagens, distribuídos ao longo de um imóvel de propriedade do Sr. Domingos Garcia. Um desses espaços era o antigo Bar Brisola. Vale lembrar que a maior parte dos imóveis utilizados naquela época ainda existem no local, embora modificados, para atender às necessidades de modernização. Na década de 70, Prefeitura construiu um local próprio e preparado para receber ônibus e passageiros. Esse novo terminal rodoviário de Ourinhos foi inaugurado em março de 1979, na administração do engenheiro Aldo Matachana Thomé. O Sr. Brisola assumiu o novo bar da Rodoviária. Ao lado da antiga Rodoviária, na Rua Alindo Luz, no n°.124, ficava o depósito dos Mella.
  Marcos Bruzarrosco. Ainda na Rua Arlindo Luz, no nº. 124, está instalada uma belíssima loja de móveis e decorações, a "Tapeçaria Chic", de propriedade de Marcos Bruzarrosco. Um pouco mais acima, no n°. 154, ficava a antiga agência do Banco do Estado de São Paulo, Banespa, que depois se transferiu para o prédio em frente à Praça Mello Peixoto, onde antigamente existira o Bar Central. Na mesma rua, bem em frente à atual Tapeçaria Chic, no n°.107, funcionava a Farmácia Santa Rita, dos irmãos Ventura e também ali, no n°. 79, na esquina de baixo, o Hotel Internacional, que ainda existe e, logo a seguir, vinham os casarões da Fepasa.

Capitulo XVII ...

Eitor Martins

 

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