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Capitulo VII - LEMBRANÇAS DE MINHAS ADOLESCÊNCIA E MOCIDADE
O Grêmio Recreativo de Ourinhos

  O Grêmio foi fundado por ourinhenses que amavam a nossa cidade, pessoas dignas, dinâmicas, empreendedoras e dispostas. Eles se uniram e foram à luta. Com dificuldade e muito trabalho, conseguiram adquirir o terreno para o clube e depois, sua construção. Lembro-me bem do dia em que o presidente do Grêmio com alguns diretores, vieram visitar a casa de meus pais. Eles vieram pedir auxílio para a construção do prédio do Grêmio, no mesmo local em que, hoje, o clube encontra-se instalado.
  Vem-me à memória a lembrança do projeto e desenhos (autoria do engenheiro Mario Cury), que eles mostraram para meu pai, de como seria o novo clube. Lembro-me de suas palavras: "Vamos construir um prédio para o Grêmio, que será o mais bonito da região e o orgulho de nossa cidade". Meu pai atendeu ao pedido deles e ajudou na construção do clube, doando alguns milhares de tijolos, por volta do ano de 1953.
  Papai ainda comprou um título do clube, a partir daí podíamos freqüentá-lo. O Grêmio era o palco também dos grandes carnavais de Ourinhos e da região. Por ser uma cidade que é um entroncamento rodo-ferroviário e ainda divisa de estados, convergiam para cá jovens e casais que eram freqüentadores cativos, nascidos dos carnavais do Grêmio. Só por curiosidade o sócio numero do Grêmio era o Alberto Matachana.

Capitulo VII - LEMBRANÇAS DE MINHAS ADOLESCÊNCIA E MOCIDADE
Lembranças dos bailes e dos carnavais na minha adolescência

  Lembro-me dos bailes de debutantes, dos grandes bailes e dos carnavais de que participei. No Grêmio Recreativo de Ourinhos, dancei os melhores bailes da minha vida. Bandas incríveis abrilhantaram seus salões. Eram os melhores bailes da região, nos quais estive sempre presente.
  Vem a lembrança do primeiro carnaval a que assisti, quando ainda era pré-adolescente em Ourinhos. Na época, o prédio do Grêmio estava em construção e o carnaval foi realizado nos Armazéns Gerais, onde hoje é o Mercado Municipal. Lembro-me bem disso, porque minha mãe precisou tirar uma autorização, com Juizado de Menores, para que eu pudesse entrar no clube e fazer companhia para ela. Ondina na ocasião, tinha apenas qüatorze anos de idade.
Posso assegurar que foi uma das coisas mais deslumbrantes da minha infância e pré-adolescência. Do carnaval, vem-me à lembrança a figura do Pedrinho do Bazar, o famoso brincalhão, com um apito de árbitro de futebol pendurado no pescoço e carregando um saco de confete e rolos de serpentina. Na época, Zezo era o Rei Momo. Seu reinado atingia todos os clubes de Ourinhos. Ele percorria os clubes da cidade e participava dos desfiles de rua, cumprindo o seu mandato como verdadeiro rei.
Não me esqueço do irmão do Pedrinho do Bazar, o Fuadinho, despachante, do Tibério Bastos, que pulava a noite inteira e sempre acabava ganhando o troféu de melhor folião. Mas o grande folião do carnaval na realidade era o casal Glorinha e Romeu, do cinema, que não perdiam uma noite e só paravam de pular quando o dia amanhecia. Na época, havia inúmeros blocos nos salões; às vezes, esses blocos tinham dezenas de participantes, entre rapazes e moças. Era muito comum os blocos percorrerem, junto com o rei Momo "Zezo", os outros clubes da cidade. O carnaval do Grêmio era o melhor da cidade. Na época, a orquestra mais famosa da região, que se dedicava ao carnaval, era a do Lino Ferrari. Não tenho lembranças de outras orquestras que tocaram nos carnavais do Grêmio. A orquestra do Lino era afinadíssima e insubstituível.
  No Grêmio, passei os melhores momentos de minha juventude e de minha vida. Freqüento o clube desde 1954. Foi no Grêmio que brinquei meu primeiro carnaval e, durante muitos anos, dancei valsas com mocinhas que, nos seus quinze anos, debutavam, iniciando assim, sua vida na sociedade.
  No clube, participei das festividades de casamento de meus amigos e filhos. Participei das transformações pelas quais o clube passou e estou presente até hoje na vida do clube. Sou sócio há mais de meio século e, desde aquela época, sou um assíduo freqüentador. Ao longo desses anos, participei de várias diretorias do clube e de vários setores, tanto da Diretoria Executiva como do Conselho Deliberativo. Fui presidente do Conselho Deliberativo, com mandato até março de 2007.
  Durante esses anos na direção do Grêmio, granjeei muitos amigos. Destaco aqui aqueles que comigo dividiram a responsabilidade de dirigir o clube. São eles: Orlando Paulino Franco Junior, Olivino Rodrigues, Alfredo Deviene Junior, Ciro Argenta, Dorival Ronqui, Irnaldo Correia Lima, Israel Rodrigues, Maria Cristina da Costa Fernandes, Paulo Fares Auad Pereira, Roberto Alaniz Macedo, Antônio Carlos da Silva, Antônio Helio Ruiz, Dorival Rodrigues Mesquita, Marciano Silvestre da Silva, Valdecir Montanari, Walter Souza Silva, Wilson Carlos Julião, Wolnei Fragão Silva, Aracanã Nascimento, Elias Draibi, Sérgio Eduardo Angulo Jaime, Waldemar Rodrigues, José Venâncio Roquejani, Dorival Aparecido de Campos, Cláudio Oner Althero, Luiz Orlandi, Álvaro José Rodrigues Jorge, Paulo César Mendes, Rubens da Silva Dantas, Antônio Sérgio Encarnação, Antônio Ferrari Carelli, professor José Gomes, meu amigo e compadre José Bueno de Oliveira, seu filho Newton, meu afilhado, que não só foram companheiros de chapa e de diretoria, mas também, amigos fiéis e sinceros, cuja amizade, companheirismo e dedicação estavam acima de tudo.

Capitulo VII - LEMBRANÇAS DE MINHAS ADOLESCÊNCIA E MOCIDADE
O grupo pés-de-valsa

  Quando retornei para Ourinhos, ainda jovem, juntamente com meus amigos, Miltinho (Cabeleireiro), Joel (Jóia), José Buratti, seu irmão Zé Carlos, Caio Casseta, Zé do Baião e outros, formamos um grupo que ficou conhecido em Ourinhos e na região como "pé-de-valsa", por sermos exímios dançarinos. Éramos freqüentadores assíduos dos bailes de Ourinhos e região, e ficamos muito conhecidos.

Capitulo VII - LEMBRANÇAS DE MINHAS ADOLESCÊNCIA E MOCIDADE
Meus colegas de escola em 1949

  Naquela escolinha de madeira, fiz amizades que duram até hoje. Os meus colegas na Escola Mista Municipal da Vila Margarida foram: Ailton Soares, Alfredo J. N. dos Santos, Adilson Moreira, Antônio Carlos Monteiro, Benedito Vieira, Celso Alves, Celso Capellossi, Daniel Pek, Dirceu Pedroso, Elizeu Jorge, Elpídio dos Santos, Fausto Fernandes dos Santos, Gervino Veronez, Ivo Alvarenga, Ivani de Paula, José Martins Neto, José de Oliveira Cruz, José Ferreira dos Santos, José Arnaldo Antonieto, José Ferreira de S. Filho, Joel Godoy, Mauro Peris da Silva, Moises Rocha, Osvaldo de Andrade, Paulo de Oliveira, Paulo Roberto Sant'Ana, Sebastião Henrique da Silva, Salvador Ribeiro da Silva, Benedita Esmeril Faber, Celeste Toloto, Maria A. de Freitas Faria, Nair da Silva, Odete Virgilio Cane, Oudirce Ferreira e Terezinha Miranda. Tenho conhecimento de que alguns desses colegas de classe foram obrigados, depois de alfabetizados, a abandonar a escola, por extrema necessidade, a fim de ajudar os pais no sustento da família. Alguns deles nunca mais retornaram à sala de aula.

Capitulo VII - LEMBRANÇAS DE MINHAS ADOLESCÊNCIA E MOCIDADE
Meus colegas do curso primário em 1950

  Foram meus colegas, no curso primário, no Grupo Escolar Jacinto Sá, o Grupão. No primeiro ano do curso primário, Ademir Cota Peres, Ailton Rodrigues, Ailton Soares, Angelino Roberto, Antônio Isidoro de Campos, Antônio Marcos Batan, Antônio Vanzela, Aparecido Francisco, Aricieri Devidé, Arlindo Cordeiro, Benedito Camargo, Benedito Vieira, Carlos Ivamoto, Cirso Alves Arantes, Darci Botelho, Eitor Martins, Genésio Miguel, Geraldo de Souza, Irineu Reis de Faria, Ivo Alvarenga, Jaime Bertoto, Jaime Pereira Bueno, Jairo Gomes, João Paiva, Joel Antônio de Souza, José Arnaldo Antonieto, José Carlos Paulista, José Lopes, José Nonato, José Rodrigues Lourenço, Luca da Silva Azevedo, Luiz Stevam de Pontes, Mitsuyoshi Iwano, Moacir Paes, Nelson Benedito da Silva, Nilton Pinar Zuim, Odácio Mazeto, Ozório Francisco da Silva, Paulo Roberto Sant'Ana, Roberto Rossine, Salvador Molina Aragão e Sebastião Ramiro de Rezende.

Continua Capitulo VII ...

Eitor Martins

 

 
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