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Capitulo II
O RESGATE DE UMA HISTÓRIA

  Ao saber da existência de meus parentes, busquei conhecer sua história e fi-los conhecer também a nossa história, a história do meu mundo.
  Casimiro Martinez Gomes, pai de Benito, era casado com Pelegrina Goce, filha de Ramón Goce e Yrene Martinez Rios. Manoel Martinez Rios, era irmão de Yrene. Portanto o filho de Manoel Martinez Rios, o Sr. Manoel Martinez Dorna, era sobrinho de Yrene Martinez Rios, conseqüentemente também era primo legítimo em primeiro grau de Benito.
  Benito Martinez Goce é meu primo legítimo em primeiro grau. Reside na cidade de El Rosal, em Pontevedra, na Espanha. Através dele, obtive o endereço de meus outros primos que continuavam residindo na Freguezia de Santa Eulália de Oliveira, em Portugal, cidade natal de meu pai, com os quais me correspondo até a presente data.
Quando escrevi a primeira carta para meu primo Benito, na Espanha, em 18.03.1999, no mesmo dia em que a recebeu, telefonou para seu parente, morador em Ourinhos, e conversou com ele a meu respeito. Logo de imediato, esse parente telefonou-me e em seguida veio ao meu encontro.
  Jamais poderia imaginar que meu primo Benito, tivesse parentes em Ourinhos, principalmente, que ele esteve aqui em Ourinhos, parou em frente ao meu escritório e me encarou. Seu parente ourinhense confirmou que ele realmente não havia morrido e trouxe várias cartas e fotos de Benito e esposa, tiradas por ele em Ourinhos.
  Naquele dia, através de fotografias eu conheci meu primo Benito, sua esposa, meu tio Casimiro, seus parentes Manoel e esposa. Tive a prova que tio Casimiro estava realmente vivo e que seu filho Benito também se casou, na Espanha, com Vicenta Alfonso, filha de Manuel Alfonso e Florinda Martinez.
  Conversamos muito a respeito da história de meu tio Casimiro, da guerra, do desencontro, do descaso das pessoas, enfim de nós, principalmente sobre meu primo Benito e do seu empenho em nos encontrar.
  Foi Manoel Martins Dorna quem escreveu a primeira carta para papai. Ele também tinha parentes no Brasil, especialmente em minha cidade natal, Ourinhos. A esposa de Benito, Vicenta Alfonso, é prima de Rafael Martinez Martins, casado com Rosa Vicente e Luiz Vicente e, era cunhado do Rafael Martinez Martins, morador na cidade de Ourinhos. Em caráter explicativo: (Por meio da internet Manoel Martins da Silva, filho de Manoel Dorna, encontrou meu primeiro livro, que esta exposto no meu "Site" na internet. Foi ele quem trouxe Benito, sua esposa, seu pai Manoel e sua mãe para visitar os parentes de Ourinhos. Depois, também, com seus pais foram visitar Benito na Espanha. Seu pai faleceu em 13.06.1995.

O desencontro

  Cabe citar aqui uma interessante coincidência: Há mais de vinte anos sou proprietário da Imobiliária Shalom, em Ourinhos, na Rua Antônio Carlos Mori, esquina com a Rua Expedicionários nº. 312. À frente havia o restaurante Luciano's, e do outro lado, abaixo da esquina, outro restaurante e churrascaria, o Príncipe. Ambos fecharam há algum tempo.
  Meu primo Benito, sua esposa, com os parentes de Ourinhos, almoçaram naqueles dois restaurantes repetidamente, conseqüentemente, passaram várias vezes pela calçada, em frente à minha imobiliária. Em uma dessas ocasiões, Benito parou em frente à minha imobiliária e ficou me olhando, até me encarou. Quem me confidenciou esse fato foi o espanhol Vicentim (o chaveiro), acompanhado de Luiz (chaveiro), amigo e vizinho de meu pai. Ele me contou tão logo soube do meu parentesco, com seu também parente Benito e comitiva. Ele também é parente de Manoel e de Benito. Na verdade, a esposa de Casimiro é quem tem parentes em Ourinhos, mas esses não são meus parentes.
  Luiz Chaveiro e Vicentim espanhol eram amigos de papai há mais de cinqüenta anos. Eles conversavam quase diariamente. Todos eram estrangeiros e imigrantes e também eram clientes uns dos outros. No entanto, embora fossem amigos por tanto tempo, nunca falaram sobre seus ancestrais, ou comentaram entre si, sobre seus parentes, como por exemplo: "Eu tenho um primo na Espanha que se chama Casimiro", meu pai retrucaia "Eu tinha um irmão em Portugal que se chamava Casimiro. Eu achava que tinha sido morto na Guerra Cívil na Espanha, mas depois soube que ele estava vivo".
  Nas conversas diárias, nas histórias que contavam uns aos outros, durante mais de cinqüenta anos, nenhuma história se cruzou (parente na guerra, morte) ou ainda (visitas de parentes espanhóis). Nunca se abriu uma fenda no túnel desses amigos

Continua Cap. II ...

Eitor Martins

 

 
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